Faça do seu ano, novo!

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1º de Janeiro. O dia que você tanto espera no ano finalmente chegou. Após 365 dias, você finalmente tem a chance de recomeçar tudo. Fazer tudo novo e viver tudo de outra maneira.

2017 traz consigo 365 dias para você viver da melhor maneira. Porém, se você não mudar, de nada vai adiantar. Pra fazer do seu ano realmente novo, você precisa escolher fazer diferente, viver diferente.

Que em 2017 você pare de olhar para trás. Esqueça o passado, existem muitas coisas pela frente e se você continuar olhando para trás, nunca irá conseguir viver plenamente o presente.

Que em 2017, você deixe o orgulho de lado e perdoe. Sabe aquelas pessoas que você não fala há tanto tempo por algo que já deveria ter sido esquecido? Perdoe. Tenho certeza que o primeiro a se sentir livre será você.

Que em 2017 você diga sim. Esqueça o medo de não dar certo. Encare novas aventuras. Quem vive no talvez sempre se arrepende. Diga mais sim para aquilo que você acredita que será bom. Viva. Não apenas sobreviva.

Que em 2017 você ame mais. Que em meio a todos os problemas, você não deixe o amor esfriar. Diga para todos aqueles com quem se importa o quanto os ama. Não defina o seu 2017 pela crise do país. Leve amor e luz por onde passar e tenho certeza que os problemas serão apenas um detalhe.

E que em 2017 você perceba que não adianta nada um ano novo começar, se você também não decidir mudar. A única coisa que muda com o início de outro ano, é o número final, que sai do 6 e vira 7, 8, 9… Você não precisa que um ano mude para recomeçar. Que esse ano, você faça tudo novo. E que um erro não faça o seu ano se perder. O seu ano pode ser novo todo dia, basta você querer que ele seja.

Escrito por: Vanessa Oliveira

Ele

Ele é estranho, sabe? Ao mesmo tempo que parece ser o garoto mais nem aí pra tudo, ele também parece ser o que mais se importa. Ele me abraça e nunca quer me soltar. Ele sorri e não para de me olhar.

Ele conversa comigo pelo tempo que eu quiser conversar e se eu estiver triste, ele simplesmente faz de tudo para que eu sorria. Ele não liga se eu estou de mau humor ou com sono, sempre tem uma graça na ponta da língua. Ele fala que eu vivo revirando os olhos e olha bem no fundo deles quando quer falar comigo.

Ele tem olhos castanhos e cabelos escuros. Não é nenhum tipo de modelo e tem muitos defeitos. E, por incrível que pareça, isso nunca me incomodou. Por muito tempo persegui olhos azuis e os mesmos só me trouxeram tristezas e me quebraram o coração. Mas, quando se trata dele, é mais fácil decifrar.

Ele me manda mensagens com assuntos nada a ver só pra eu falar com ele. Ri das coisas mais idiotas do mundo e me marca em todas pra eu rir também. Mas eu raramente rio. Ele fala que eu não tenho senso de humor. Acho que minha mente envelheceu cedo demais pra que eu ria daquilo.

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As dores de uma despedida

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Adeus. Uma dor profunda contida em cinco letras. Nunca gostei de dizer adeus. Na verdade, nunca me dei bem com despedidas. Seja da coisa mais banal do mundo, como o fim de um livro, até a morte de uma pessoa, as despedidas nunca me caíram bem.

Na escola não me ensinaram que as pessoas iriam embora, não me ensinaram a dizer adeus. E, talvez, essa seja a real razão do porquê é tão difícil para nós lidar com despedidas. Nós aprendemos boas maneiras e a lidar com diferentes situações, mas isso não é algo que possa ser ensinado, não é algo que tenha uma receita certa. Cada um sente a dor a sua maneira. E, querendo ou não, só aprendemos o significado de um fim, quando lidamos com um.

O adeus é o ponto final. Significa que ali não existirão mais reticências ou vírgulas. Acabou. E muitas vezes não há nada a se fazer com aquilo. Os fins, apesar de necessários, fogem do nosso controle e isso nunca é algo para o qual se está preparado.

Lembro até hoje da minha primeira despedida que doeu de verdade. Eu tinha cinco anos e ia me mudar, o que pra mim significava o fim do mundo, uma vez que não podia botar minha melhor amiga num potinho e levar comigo. Pouco tempo depois, ela se mudou pra bem longe também. Lembro de como a gente ficava ligando a webcam pra se ver e de como doeu em mim quando a minha mãe disse que eu precisava fazer outros amigos. Aquilo doeu. Ter que entender que eu precisava viver sem ela no meu cotidiano – lembrando que ainda somos amigas – doeu muito. Continuar lendo

Se quiser gritar, grita

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Esses dias me perguntaram o que eu mais odeio no mundo e, de prontidão, não obtive uma resposta. Mas, agora, após pensar um pouco, finalmente a tenho.

Eu odeio essa geração e todo o seu medo e futilidade. A gente vive em um mundo que o que mais importa é o preço. É necessário possuir os aparelhos mais caros e de última geração para ser considerado ‘legal’ para os outros.

As pessoas estão constantemente em modo automático e estão sempre tão ocupadas que já não possuem mais tempo umas pras outras. O abraço, que antes era lar, agora é dado por obrigação. Os beijos perderam o amor. As conversas longas viraram mensagens rápidas pelo Whatsapp.

Se você se atreve a demonstrar que gosta de alguém, você está errado. As pessoas competem pra ver quem se importa menos. ‘Precisa demorar pra responder, fingir que não sente nada, dominar a relação para ele(a) ver que você está bem.’ Quando foi que o amor virou a droga de um jogo?

Eu to cansada de ter que aguentar tamanha frieza e falta de empatia. Porque eu me importo e eu gosto disso. Pode me mandar mensagem só pra dizer que tá com saudades, dizer que pensa em mim ou só porque tá entediado.

Pode segurar minha mão, me encarar até eu ficar sem graça, me elogiar quando der vontade e simplesmente falar: ‘hoje eu não to bem’ ou ‘hoje você tá um saco’ quando quiser.

Mas fala. Se quiser gritar, grita. Esperneia, chora, canta, gargalha. Mas faz alguma coisa. Parem de ser frios, de se fazerem de robôs. Porque nós não somos. No fim de tudo, seu celular e sua roupa de marca não vão valer de nada, o que vai valer vão ser as pessoas que você cativou e as relações que criou.

Então, demonstra, faz tudo, mas não fica quieto, porque é aí que você morre. Não por fora, mas por dentro.

Escrito por: Vanessa Oliveira

Fica comigo

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Gosto dele, sabe? Gosto da calma que ele me traz e da mania de conversar olhando nos meus olhos. Gosto quando ele me canta e quando diz que não vive sem mim. Gosto quando me manda bom dia, boa noite e me chama de linda. Gosto quando ele me abraça forte e diz que tava com saudades. Mas gosto mais ainda quando ele tenta esconder o que sente, é a coisa mais bonita do mundo vê-lo todo sem graça sem saber o que fazer.

Sendo sincera? Eu poderia olhar pra você o dia inteiro, meu amor. Poderia te dar muitos beijos todos os dias. Poderia conversar com você por horas. E, ainda assim, não teria conseguido demonstrar o quanto gosto de você. E o quanto é bom gostar de você. Porque você me deixa ser quem eu sou sabe, você entende minhas fraquezas e gosta da minha risada exagerada. Gosta do meu sorriso e ama meu cabelo.

Você é tudo que eu sempre sonhei, você é o cara sobre o qual eu sempre escrevi e, talvez, por isso eu tenha tanto medo de me envolver com você. Medo de você perceber que não sou a garota dos seus sonhos. Medo de estar te idealizando demais e acabar me decepcionando. Medo de você ir embora. Nossa, como eu tenho medo de você ir embora. Deveria ser proibido pessoas pelo qual você se apega, saírem de vista da sua vida.

Então, por favor, não vai embora, fica comigo, me diga que você quer ficar, mesmo sabendo a confusão que eu sou, me diga que não vai embora depois da primeira briga, me diz se me ama ou se são apenas palavras. Fica comigo, meu amor, não vai embora, por favor. To precisando tanto de você.

Escrito por: Vanessa Oliveira

Você se foi

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Queria ter te dito muitas coisas, mas preferi me calar. Me calei porque percebi que não iria valer a pena discutir por alguém que já nem se importava mais. Me calei porque, no fundo, eu não sou essa garota forte, na verdade mesmo, tudo que eu queria era que você dissesse que aquilo era um mal entendido e que você queria que eu ficasse, não só por aquela noite, mas pela vida inteira. Eu queria que você tivesse me pedido pra não ir embora, mas você não pediu.

Você me deixou ir, como alguém deixa um casaco de lado porque não precisa mais dele. E, eu vou te contar, foi difícil acreditar. Foi difícil perceber que você simplesmente não queria mais estar ao meu lado, que a minha companhia já não te bastava. Foi difícil entender que a nossa música não iria mais tocar no seu celular, nem te causar um sorriso no rosto.

E, já que estou nessa onda de ser sincera e admitir a verdade toda: tá sendo difícil pra caraca. Ainda não me acostumei com a sua ausência e em cada esquina ainda procuro seu olhar. Cada vez que meu celular toca, juro que meu coração pula esperando ser você. Mas não é, nunca é. E, talvez seja hora de me acostumar com a sua ausência e entender que você já se decidiu. Você decidiu me deixar partir, abrir a porta e me mandar embora. Você desistiu de mim, cara, e você disse que nunca ia fazer isso. Mas, tudo bem, espero que em uma dessas esquinas da vida, você encontre sua verdadeira felicidade e alguém que não te faça querer ir embora.

Perdoa o meu drama e toda essa baboseira de “eu queria você aqui agora”, é que isso tudo é novo pra mim, nunca chorei por alguém e pra mim isso era algo surreal. Mas, aqui estou eu, e a cada palavra uma lágrima cai. Tua ausência dói, bem lá no fundo, mas eu sei que é necessário deixar ir para coisas novas chegarem. Te cuida daí que eu me cuido daqui. E, então, quem sabe um dia nossa música volte a tocar.

Escrito por: Vanessa Oliveira

Ponto de paz

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Recentemente, eu e mais três amigas da escola onde estudo, começamos a uma vez por semana subir até o quinto andar, sentar na escada onde ninguém fica e conversar. Pode parecer tosco, mas é um momento em que a gente larga os celulares, coloca uns biscoitos e chocolates no centro e fala o que der vontade. A gente conversa sobre tudo, sabendo que nada vai sair dali. É meio que o nosso “lugar de paz” pra se proteger dessa correria louca em que a gente vive.

E esse simples ato que a gente começou a fazer recentemente, me fez estar aqui escrevendo hoje. Sabe, a gente vive correndo (sim, to falando disso de novo) e as vezes a gente precisa desacelerar, nosso corpo pede isso. A gente tem crise de ansiedade, problemas de estresse, ataques de pânico. Vai fazer terapia, consulta psicólogo, sai tomando um monte de remédio, calmante e tudo que dizem que vai fazer melhorar, tudo para não sair da rotina quando as vezes tudo que você precisa é ficar cinco minutos sentado olhando pro teto.

Nossa, ficar parado, o que é isso, né? Aliás, aposto que muito de vocês acham que eu e minhas amigas deveríamos ficar estudando no nosso tempo livre e não conversando. Mas, por incrível que pareça, ficar parado faz bem. Rir até doer a barriga, conversar até enjoar de falar ou só ficar admirando a paisagem, por mais bobo que pareça acalma e faz a gente ter mais ânimo pra enfrentar o resto da semana.

Faça o teste, não precisa ter ninguém pra te acompanhar, senta sozinho um pouco, pensa em coisas boas, desestressa, tira um pouco a cobrança de si e lembra que você não é uma máquina. Lembra que você é ser humano, precisa interagir, precisa descansar e precisa de um momento só seu. Não deixa a correria do dia roubar você, por favor, sai do modo automático.

Escrito por: Vanessa Oliveira

O mais fundo que eu puder

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Eu sempre fui profunda, nunca gostei do raso. Quando pequena, minha mãe me chamava de abusada porque eu sempre queria ir lá pro fundo do mar. A verdade, mãe, que acho que você percebeu depois de algum tempo, é que eu nunca tive medo do profundo. Sempre quis ir aonde as pessoas tinham medo de chegar.

Eu quero amigos, não colegas, pessoas que digam me dá a mão que eu te ajudo a levantar e não simplesmente me mandem levantar. Eu quero viajar, conhecer o mundo, me decepcionar com lugares que eram lindos nas telas do computador e me encantar ao descobrir locais que nunca pensei em visitar. E eu quero alguém que me ame, que me entenda e esteja disposto a ir comigo ou me deixar ir se não estiver a fim naquele hora. Alguém que confie em mim e que converse comigo até eu dormir nos dias em que eu não estiver bem.

Eu sou assim. Eu preciso ir fundo, se não qual é a graça? Qual é a graça de só observar uma pintura sem entender a história por trás daquela tela “sem sentido”? Qual é a graça de ler um livro e não se deixar envolver na história? Qual é a graça de escrever sem deixar um pouco de si nas palavras?

A gente tem que parar de aceitar coisas/relacionamentos rasos e passar a querer o profundo. Só assim que a gente vai conseguir viver, marcar e ser marcado. Porque eu vou te contar um segredo: a vida aqui vai passar e acabar, tão rápido quanto uma chuva de verão, e você? Vai abrir o guarda chuva ou vai se deixar molhar por inteiro?

Escrito por: Vanessa Oliveira

A gente deveria parar

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Tava aqui pensando que a gente deveria parar de correr, sabe? A gente ta sempre correndo de um lado pro outro, tentando fazer um monte coisas ao mesmo tempo e dizendo que não tem tempo pra nada. É sempre isso, todo dia, a gente tá sempre atrasado, sempre com alguma coisa pra fazer e esquece de fazer o que realmente importa, esquece de falar com alguém que a gente gosta, deixa os livros na prateleiras e as séries jogadas.

Afinal, quando foi a última vez que você teve uma longa conversa com alguém que não envolvesse trabalho ou escola? Quando foi a última vez que você deitou na cama sem se preocupar com a hora que tinha que levantar? Quando foi a última vez que você conseguiu dormir despreocupado porque já tinha feito tudo o que “tinha” que fazer? Eu, sinceramente não lembro. Minhas últimas semanas tem sido uma correria louca que se resume em: escola, cursos, deveres, provas, aulas de dança, etc. Nesse momento, por exemplo, estou em um computador do meu curso de francês, com um caderno de química do lado e a página do blog aberta na tela.

A gente se tornou uma geração muito séria, as brincadeiras e as palhaçadas deram lugar a formalidade, ao estresse e a ansiedade. As pessoas não conseguem mais conversar na rua, no trem ou no ônibus, sempre estão fazendo algo mais importante e geralmente estão mal humoradas por já estarem atrasadas. É muita correria, muita pressa, muito atraso. E, com tudo isso, me pergunto onde iremos parar se não… pararmos?

Queria ter chegado a uma bela conclusão ou ter uma lição de moral para dar no final do texto, afinal, é isso que as pessoas costumam fazer em um texto desse nível. Mas, agora não vai dar, tô com pressa, quem sabe depois?

Escrito por: Vanessa Oliveira

A última carta

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Meu ex amor,

Queria começar essa carta dizendo que é o fim. Sim, cansei de colocar reticências e vírgulas onde já deveria estar um ponto final há muito tempo. A verdade é que você sumiu. Um dia você tava aqui indo na praça comigo e no outro você decidiu ir embora, sem me dizer o porquê. E eu descobri, tarde demais, que você não iria voltar.

Antes de começar a enumerar os motivos pelos quais tenho razão, queria dizer que eu te esperei. Foram semanas esperando a sua ligação, sua mensagem ou a sua batida na minha porta. Todo esse tempo sem dar bola pra mais ninguém e te defendendo quando meus amigos perguntavam sobre você. Eles diziam que você tinha ido embora e tudo que eu escutava era o som da sua voz. Meus pais me disseram pra te esquecer, mas como deixar ir alguém que nunca disse adeus?

Sim, minha querida, de todas as suas falhas, essa foi a pior. Você não disse adeus. Me deixou ficar na esperança e fez com que a mesma fosse se esvaindo a cada dia mais, até que não restasse mais nada. E, enquanto você sorria com suas amigas nas mais incríveis festas da cidade, eu tentava não abrir a caixa com todas as cartas de sonhos e planos que você um dia me escreveu.

Você sumiu sem levar suas roupas e deixou sua escova de dente no banheiro, como quem diz que vai ali e já volta. Todas as suas coisas permaneceram espalhadas pela casa e todos os seus lembretes ficaram colados na geladeira, só pro caso de você voltar e querer lembrar tudo que tinha esquecido. E, quando falo em esquecer, não falo das roupas ou dos sapatos, falo de mim e do meu amor. Por que de todas as coisas que você podia levar, você escolheu justo me levar?

Talvez eu nunca entenda o porquê de você não estar mais aqui, mas a verdade é que isso não importa mais, porque agora acabou. Pois, após muito chorar e me lamentar, aprendi a colocar um fim na nossa história e essa foi a melhor maneira que encontrei de te dizer isso, dizendo minhas últimas palavras para você da forma como você me disse que me amava todas as vezes. Meu amor, você não ocupa mais um lugar em mim. Adeus.

Ninguém que você se lembre