Ele

Ele é estranho, sabe? Ao mesmo tempo que parece ser o garoto mais nem aí pra tudo, ele também parece ser o que mais se importa. Ele me abraça e nunca quer me soltar. Ele sorri e não para de me olhar.

Ele conversa comigo pelo tempo que eu quiser conversar e se eu estiver triste, ele simplesmente faz de tudo para que eu sorria. Ele não liga se eu estou de mau humor ou com sono, sempre tem uma graça na ponta da língua. Ele fala que eu vivo revirando os olhos e olha bem no fundo deles quando quer falar comigo.

Ele tem olhos castanhos e cabelos escuros. Não é nenhum tipo de modelo e tem muitos defeitos. E, por incrível que pareça, isso nunca me incomodou. Por muito tempo persegui olhos azuis e os mesmos só me trouxeram tristezas e me quebraram o coração. Mas, quando se trata dele, é mais fácil decifrar.

Ele me manda mensagens com assuntos nada a ver só pra eu falar com ele. Ri das coisas mais idiotas do mundo e me marca em todas pra eu rir também. Mas eu raramente rio. Ele fala que eu não tenho senso de humor. Acho que minha mente envelheceu cedo demais pra que eu ria daquilo.

Mas tem uma coisas que sempre me faz querer rir. A risada dele. Ele ri como se o mundo fosse acabar no minuto seguinte e ele nunca mais fosse poder rir. Um dia eu disse pra ele que ele tinha a risada mais verdadeira do mundo e ele simplesmente disse que quando ele ria, ele ria mesmo.

Ele odeia demonstrar que tá triste e esse talvez seja o defeito dele. Não querer compartilhar comigo aquilo que ainda o machuca. Mas quando ele me deixa entrar no mundo dele, eu tenho vontade de pegar toda aquela dor e colocar num potinho pra ele nunca mais sentir.

Ele ama música e sempre tem as melhores indicações. Me viciou em tantas que eu já nem consigo mais contar. Na verdade, ele me fez escutar álbuns inteiros. Acredito até que daria pra fazer uma playlist inteira com as músicas que ele já me mandou escutar.

Na real, eu já escrevi tantas citações sobre ele que ele cansaria de ler.

Mas, mesmo assim, algo me fez estar aqui nesse momento, só pra dizer ou talvez tentar entender. E escrever na esperança de então finalmente desvendar o que se passa dentro de mim.

Escrito por: Vanessa Oliveira

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