As dores de uma despedida

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Adeus. Uma dor profunda contida em cinco letras. Nunca gostei de dizer adeus. Na verdade, nunca me dei bem com despedidas. Seja da coisa mais banal do mundo, como o fim de um livro, até a morte de uma pessoa, as despedidas nunca me caíram bem.

Na escola não me ensinaram que as pessoas iriam embora, não me ensinaram a dizer adeus. E, talvez, essa seja a real razão do porquê é tão difícil para nós lidar com despedidas. Nós aprendemos boas maneiras e a lidar com diferentes situações, mas isso não é algo que possa ser ensinado, não é algo que tenha uma receita certa. Cada um sente a dor a sua maneira. E, querendo ou não, só aprendemos o significado de um fim, quando lidamos com um.

O adeus é o ponto final. Significa que ali não existirão mais reticências ou vírgulas. Acabou. E muitas vezes não há nada a se fazer com aquilo. Os fins, apesar de necessários, fogem do nosso controle e isso nunca é algo para o qual se está preparado.

Lembro até hoje da minha primeira despedida que doeu de verdade. Eu tinha cinco anos e ia me mudar, o que pra mim significava o fim do mundo, uma vez que não podia botar minha melhor amiga num potinho e levar comigo. Pouco tempo depois, ela se mudou pra bem longe também. Lembro de como a gente ficava ligando a webcam pra se ver e de como doeu em mim quando a minha mãe disse que eu precisava fazer outros amigos. Aquilo doeu. Ter que entender que eu precisava viver sem ela no meu cotidiano – lembrando que ainda somos amigas – doeu muito.

Desde então, despedidas viraram meu cotidiano, me mudei algumas vezes de casa e de colégio. Também doeu muito lidar com a morte de alguém próximo pela primeira vez. Colocar aquele ponto final e saber que aquela pessoa não voltaria nunca. Eu não soube me despedir e acho que nós nunca saberemos.

A verdade é que se dói, é porque foi bom, porque te marcou. Vivemos para criar laços e se dizer adeus doeu, é porque concluímos a missão com sucesso. Do que vale viver a vida sem marcar e ser marcado? Nada. Nunca estaremos prontos para lidarmos com um adeus e isso é um fato. Mas, se despedidas fazem parte da vida com outras pessoas, que vivamos da melhor maneira possível.

Escrito por: Vanessa Oliveira

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