[Resenha] A garota no trem

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Livro: A garota no trem
Autora: Paula Hawkins
Número de Páginas: 378
Editora: Record

Sinopse: Um thriller psicológico que vai mudar para sempre a maneira como você observa a vida das pessoas ao seu redor. Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Janson –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.

De manhã, embarco no trem das 8h04, e, na volta, pego o das 17h56. É o meu trem. É nele que viajo. É assim que as coisas são.

Rachel tem cerca de trinta anos e é alcoólatra, do tipo que faz loucuras quando bebe. Mas ela não é assim desde sempre, ela já foi feliz, já teve uma vida boa, mas isso foi antes de diversas situações que aconteceram, antes de seu ex-marido Tom se cansar de sua amnésia alcoólica, se divorciar dela e se casar e ter uma filha com Anna.

Agora, ela leva uma vida monótona. Divide o apartamento com Cathy, que é uma amiga da época de universidade e que está por um fio de se esgotar da beberrice de Rachel e de sua desorganização. Todo dia Rachel embarca num trem para o seu suposto trabalho – suposto pois ela foi demitida por beber e continua indo apenas para fingir que tem dinheiro para pagar o aluguel do apartamento – e volta sempre no mesmo trem.

“De vazio, eu entendo. Começo a achar que não há nada a se fazer para preenchê-lo. Foi o que percebi com as sessões de terapia: os buracos na sua vida são permanentes. É preciso crescer ao redor deles, como raízes de árvore ao redor do concreto; você se molda a partir das lacunas.”

Na beira da linha do trem, há varias casas e, há um trecho onde o trem sempre para – coincidentemente é o lugar onde ela costumava morar com seu ex-marido – e, ali é onde moram os moradores que ela mais gosta de visualizar: Jess e Jason, nomes que ela mesma deu para o casal que, na mente dela, leva uma vida perfeita.

“Eles formam um par, uma dupla. São felizes, está na cara. São o que eu era. São como Tom e eu éramos, há cinco anos. São o que eu perdi, são tudo o que eu quero ser.”

Porém, tudo muda no dia que ela vê uma cena que a choca e a faz mudar toda a sua visão do casal. Algum tempo depois, ela descobre que Jess – que na verdade se chama Megan – está desaparecida e, ela decide se envolver na história para tentar ajudar a desvendar o que aconteceu com Megan. O que ela não sabia era que isso podia mudar totalmente a sua vida e fazer com que ela descobrisse mais sobre sua própria vida do que gostaria.

Com uma narração alterando entre Rachel, Megan e Anna, ‘A garota no trem’ possui uma narrativa leve, que retrata o dia a dia das personagens e é dividido em manhã/tarde/noite, alternando também em passado e presente.

Paula Hawkins conseguiu criar uma atmosfera perfeita e fazer com que cada personagem fosse extremamente detalhado. Confesso que no início o livro me irritou muito, pois Rachel consegue ser extremamente desprezível, mas depois de um certo acontecimento, eu simplesmente não conseguia mais parar de ler.

A garota no trem é um thriller de tirar o fôlego, elogiado até mesmo pelo ilustre Stephen King, que retrata como não se pode confiar em ninguém e a maneira como um acontecimento pode mudar toda a sua vida.

Se está procurando algo para passar noites em claro, não tenha dúvidas que esse é o seu livro. Ah, lembrando que o filme baseado no livro acabou de estrear no cinema, não deixem de conferir.

Resenha por: Vanessa Oliveira

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