O mais fundo que eu puder

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Eu sempre fui profunda, nunca gostei do raso. Quando pequena, minha mãe me chamava de abusada porque eu sempre queria ir lá pro fundo do mar. A verdade, mãe, que acho que você percebeu depois de algum tempo, é que eu nunca tive medo do profundo. Sempre quis ir aonde as pessoas tinham medo de chegar.

Eu quero amigos, não colegas, pessoas que digam me dá a mão que eu te ajudo a levantar e não simplesmente me mandem levantar. Eu quero viajar, conhecer o mundo, me decepcionar com lugares que eram lindos nas telas do computador e me encantar ao descobrir locais que nunca pensei em visitar. E eu quero alguém que me ame, que me entenda e esteja disposto a ir comigo ou me deixar ir se não estiver a fim naquele hora. Alguém que confie em mim e que converse comigo até eu dormir nos dias em que eu não estiver bem.

Eu sou assim. Eu preciso ir fundo, se não qual é a graça? Qual é a graça de só observar uma pintura sem entender a história por trás daquela tela “sem sentido”? Qual é a graça de ler um livro e não se deixar envolver na história? Qual é a graça de escrever sem deixar um pouco de si nas palavras?

A gente tem que parar de aceitar coisas/relacionamentos rasos e passar a querer o profundo. Só assim que a gente vai conseguir viver, marcar e ser marcado. Porque eu vou te contar um segredo: a vida aqui vai passar e acabar, tão rápido quanto uma chuva de verão, e você? Vai abrir o guarda chuva ou vai se deixar molhar por inteiro?

Escrito por: Vanessa Oliveira

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