[Resenha] O Doador de Memórias

o doadorLivro: O Doador de Memórias
Autor: Lois Lowry
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 192

“Como seria possível alguém não se adaptar? A comunidade era tão meticulosamente organizada, as escolhas eram feitas com tanto cuidado!”

 

 

 

Jonas vive em uma sociedade perfeita. Um lugar onde não existem sentimentos fortes, nem desigualdades e todos são exatamente iguais, preto e branco. Não há desavenças entre as pessoas e tudo funciona na mais perfeita ordem, graças ao trabalho que cada morador desempenha e a inigualável organização do local. Mas, para Jonas, isso nunca foi o suficiente, ele nunca se sentiu verdadeiramente parte daquele local.

“– Jonas foi escolhido para ser o nosso próximo Recebedor de Memória. Nós lhe agradecemos por sua infância.“

Aos 12 anos, todas as crianças passam por uma cerimônia onde recebem a sua profissão na sociedade. E, é a partir desse dia que Jonas tem sua vida mudada, após receber a função de ser o próximo recebedor de memórias. Mas, o que é isso? É, simples. O recebedor de memórias é aquela que é o responsável por guardar todas as lembranças da antiga cidade, antes de se tornar o que é hoje. Um lugar onde havia sentimentos fortes, desigualdade, cores, liberdade… e, ele é o responsável por não deixar com que aquelas coisas (as guerras) aconteçam novamente. Porém, até onde a sociedade “perfeita” é realmente boa? São esses questionamentos que o antigo receptor coloca na cabeça de Jonas para que eles, juntos, consigam mudar a sociedade.

“A pior parte de ser o recebedor das memórias não é a dor. É a solidão. Memórias precisam ser compartilhadas.”

Gostei muito do livro, achei que o autor soube como desenvolver a história e prender o leitor em seu universo distópico. Porém, tive a impressão de que o final ficou meio em aberto, não sei se essa foi a intenção, para que tirássemos nossas próprias conclusões ou se eu realmente não entendi. Contudo, o livro me agradou e eu com certeza o recomendo.

 “– Poderia haver amor – sussurrou Jonas.”

O doador de memórias é uma livro intrigante que nos leva a questionar o que seria viver em uma sociedade, teoricamente, sem problemas, sem sentimentos, sem emoções. Um lugar onde não há guerras, brigas e nem desigualdade, mas também é um lugar onde não há amor, alegria e nada que nos faça realmente se emocionar. Com isso, eu fiquei pensando que a gente reclama tanto da dor, mas será que é válido abrir mão dela e junto perder o amor? Creio que não. Afinal, são os nossos sentimentos e emoções que nos levam a agir.

“(…) nós ganhamos o controle de muitas coisas. Mas tivemos de abrir mão de outras.”

Enfim, não posso falar muito do livro se não vou acabar dando spoilers e acredito que ninguém aqui quer isso.

 

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