Resenha: O Pequeno Príncipe

o pequeno príncipeLivro: O Pequeno Príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Número de páginas: 91
Editora: Agir

‘É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.”

Foi no deserto do Saara, depois de uma pane no sistema, em condições de quase morte, que nosso piloto (narrador-personagem) conheceu o Pequeno Príncipe. Estava dormindo sua primeira noite solitária sobre a areia quando aquele menino de cabelos dourados apareceu e lhe pediu para que desenhasse um carneiro, simples assim, queria um carneiro. E, foi a partir desse momento, que o piloto começou a conhecer melhor o garoto, entender de onde ele vinha e como tinha chegado até ali.

“Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

O Pequeno Príncipe havia deixado em sua casa apenas uma rosa e saído em busca de aventuras. Ele fez uma viagem longa, passando por vários planetas até finalmente alcançar a Terra. No primeiro planeta, conheceu um autoritário rei, que estava sempre procurando um súdito para dar ordens. O segundo era habitado por um vaidoso, que acreditava que todos eram seus admiradores. No terceiro ele viu um bêbado. Ao chegar ao quarto viu um empresário, que de tão ocupado, nem percebia as coisas que aconteciam ao seu redor. No quinto, ele conheceu um acendedor de lamparinas, que reclamava que o planeta estava girando muito rápido. E no sexto, o último antes da Terra, ele conheceu um geógrafo, que carecia de exploradores. Todos eles eram cegos pelos seus vícios.

“A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa.
– Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!”

Quanto mais planetas ele visita, mais ele se interessa pela Terra, que como ele mesmo dizia, não era um planeta qualquer, era cheia de paisagens diferentes, pessoas grandes e muitos animais. Ao longo de sua jornada na terra, ele conheceu uma cobra, depois uma raposa e finalmente conheceu o piloto. Porém, enquanto contava sua história para ele, o tempo de vida que ainda lhes restava ia se esgotando, fazendo com que eles precisassem de uma maneira de voltar para casa logo.

“A gente corre risco de chorar um pouco quando se deixou cativar”

Antoine alcançou o seu sucesso com essa obra maravilhosa que é ‘O Pequeno Príncipe’, um livro obviamente criado para o público infantil, mas que possui uma história que abrange a todos os públicos. Minha mãe leu esse livro pra mim quando eu era bem pequena e eu reli ele quanto tinha uns 10 anos, porém, minha mãe emprestou e o livro adivinhem: NUNCA MAIS VOLTOU! Porém, minha mãe recentemente comprou-o para mim de novo e me deu de presente com uma dedicatória muito linda:

Juro que vou aprender a tirar foto ♥

Juro que vou aprender a tirar foto ♥

Enfim, gente, eu amo esse livro, releio ele de vez em quando (ele é bem fininho) e, a cada vez que releio, aprendo uma nova lição com esse príncipe. É um livro que critica muito as pessoas que, se não viciadas em algo, são autoritários, vaidosos, preguiçosos e estão sempre apressados demais. Questiona nossas condutas, nossos pensamento, nosso modo de ver a vida, e trata de questões como: valorizar o próximo, enfrentar os problemas, amor, amizade, entre outros.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Bom, acho que nem preciso dizer que recomendo esse livro, certo? Comprem e leiam, vocês não vão se arrepender. E mais: vão aprender muito com esse livro ‘infantil’. Um beijão! ♥

Resenha por: Vanessa Oliveira

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