[Resenha] Petrus Logus, O Guardião do Tempo

petrus-logus-1_144de167Livro: Petrus Logus, O Guardião do Tempo
Autor: Augusto Cury
Número de Páginas: 296
Editora: Saraiva

“Num tempo não muito distante do nosso, a população mundial continuava crescendo. A geração digital estava eufórica com o desenvolvimento tecnológico. Bilhões de pessoas se conectavam pelas redes sociais, mas havia algo estranho: elas não se conectavam consigo mesmas. Sabiam falar sobre economia, esporte, política, mas pais e filhos se calavam sobre si mesmos, professores se escondiam atrás das matérias que lecionavam; ninguém falava sobre suas lágrimas, seus medos, suas angústias, seus sonhos.”

Petrus Logus, o Guardião do Tempo retrata o mundo (não tão distante da nossa realidade) após a denominada Catástrofe (quando a violência tomou conta do planeta, as águas secaram e as terras tornaram-se infertéis). Agora, 100 anos depois, o mundo está se reestruturando e novos povos começam a surgir novamente. O Reino de Cosmus, o mais influente de todos, é liderado pelo poderoso Rei Apolo que com a ajuda de seus conselheiros (sendo os mais famosos: Terrívius, Demétrius, Cômodus e Superius) diz que o conhecimento e a tecnologia foram responsáveis pela destruição do mundo. E, por isso, ele proíbe o uso de tecnologias e de qualquer tipo de educação, fazendo com que a população não tenha acesso às escolas e, choquem-se, livros (como viver sem livros?).

“Nas guerras, nunca há vencedores, há apenas os que perdem menos. Mas, na guerra das guerras, todos perderam demasiadamente. A humanidade chorou como jamais havia chorado. Foram tantas lágrimas que, somadas, formariam um rio. Um “rio” que denunciaria nossas loucuras…”

O Rei Apolo têm dois filhos: Lexus, que somente se interessa por poder e batalhas, e Petrus que diferente de seu irmão, tem uma sede insaciável por aprender. Educado pelo sábio Malthus para ser um líder justo e generoso, Petrus passa a ser visto como um rebelde sem solução pelo seu pai e os conselheiros dele, fazendo com que ele sofra sérias consequências. E, para sobreviver a todas as situações a qual é submetido e cumprir a sua grande missão que poderá não apenas mudar a sua vida, mas a história inteira. Porém, para cumprir sua missão, ele precisa aprender a controlar as suas emoções e domesticar a fera que existe dentro de si mesmo.

“Não choro por mim, choro por vocês, choro pela humanidade, e também para não perder a esperança de que a raça humana seja viável.”

Não tenho palavras para descrever o quanto esse livro é maravilhoso, sério, gente, é muito bom mesmo! Bom, nos primeiros capítulos a história corre de forma lenta porque tenta ao máximo mostrar os personagens e as suas respectivas personalidades, o que é algo bom, pois te faz entender melhor o porquê de as coisas acontecerem daquela maneira. Outro fator interessante do livro é que muitas das vezes vemos características da atual época em que vivemos, o que me fez questionar bastante a forma como estamos vivendo e, o livro também mostra que mesmo após A Catástrofe e a nova oportunidade que a humanidade teve de recomeçar, ela começa a cometer os mesmos erros que, uma vez, levaram a destruição do mundo.

“A corrupção no reino, os altos impostos, a cara máquina estatal, os privilégios da corte, tudo contribuía para uma tensão e uma insegurança cada vez maiores nas fronteiras. Os militares do rei Apolo, no entanto, achavam que a espada podia resolver todas as rebeliões. A humanidade voltara a soltar gemidos de angústia.”

Augusto Cury é realmente um autor esplêndido e soube criar uma história incrível que, ao mesmo tempo em que te deixa com vontade de não parar de ler, te faz ficar apreensivo por pensar que, em um dia não muito distante, essa possa ser a nossa realidade. Bom, tudo que tenho a dizer para vocês é: leiam, pois, creio eu, não irão se arrepender. Terminei de ler o livro há pouco tempo e já estou mega ansiosa pela continuação (sim, tem continuação, é uma saga de livros). E, ah, em breve o livro terá sua adaptação para o cinema.

” …um povo que desconhece a sua história está condenado a repetir os mesmos erros.”

Espero que tenham gostado da resenha e, assim como eu, se apaixonem por Petrus Logus. Um beijo e até a próxima!

Resenha por: Vanessa Oliveira

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